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O Programa de Prospecção e Exploração de Recursos Minerais da Área Internacional do Atlântico Sul e Equatorial (PROAREA), aprovado durante a 172ª Sessão Ordinária da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, tem como propósito identificar e avaliar a potencialidade mineral de áreas com importância econômica e político-estratégica para o Brasil, localizadas além dos limites da jurisdição nacional.
O PROAREA será um importante instrumento para ampliar a presença brasileira no Atlântico Sul e Equatorial, por meio da implementação de atividades que propiciarão o desenvolvimento de tecnologia de ponta, geração de empregos e qualificação de recursos humanos, contribuindo, dessa forma, para a promoção do desenvolvimento socioeconômico do País e para uma maior inserção brasileira no cenário internacional.
As atividades do PROAREA estão divididas nos seguintes projetos:
I) Criação de um banco de dados para integração e sistematização de Informações sobre recursos minerais existente nesse espaço marítimo.
II) Avaliação da potencialidade mineral das crostas cobaltíferas da Elevação do Rio Grande.
III) Mapeamento geológico e levantamento da potencialidade mineral e biotecnológica dos depósitos hidrotermais da cordilheira meso-oceânica do Atlântico Sul e Equatorial. Essas regiões caracterizam-se pela presença de ferro, cobre, zinco, ouro, prata, lítio e silício.
O início das atividades
O Navio Hidrográfico Sirius (H21) iniciou, no dia 3 de novembro, a comissão de reconhecimento geológico para o levantamento da potencialidade mineral dos depósitos de crosta cobaltífera na região da Elevação do Rio Grande.

Navio Hidrográfico Sírius
A Elevação do Rio Grande é um alto topográfico situado ao longo da porção sul da Bacia do Brasil. Trata-se de uma formação localizada em área internacional (Área), regulamentada na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), cujos recursos são considerados patrimônio comum da humanidade.
O objetivo da pesquisa é iniciar o reconhecimento da região empregando, pela primeira vez, o ecobatímetro multifeixe EM302. Esse levantamento permitirá definir a profundidade da área, possibilitando a identificação das feições submarinas de forma precisa. O registro da intensidade de reflexão do sinal permitirá, também, interpretar a natureza do fundo e identificar as áreas com cobertura sedimentar. A análise desses parâmetros orientará as etapas de coleta de amostras de fundo e contribuirá para o estudo da potencialidade mineral dos depósitos de crosta cobaltífera na região.
A comissão, que terá duração de 43 dias, é a primeira efetuada pelo Brasil na Área com o propósito específico de requerer uma área para prospecção e exploração mineral junto à Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISBA). Reveste-se, portanto, de elevado interesse estratégico para o Brasil, tendo em vista a potencialidade de exploração de um valioso recurso mineral em uma região próxima às nossas Águas Jurisdicionais, além de ampliar a presença brasileira no Atlântico Sul e Equatorial.
Fonte: Marinha do Brasil
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