| A influência da navegação de cabotagem na fundação de Joinville Texto atualizado em 02 de Junho de 2009 - |
| por Sílvio dos Santos * |
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A antiga Colônia Dona Francisca, que deu origem a Joinville (SC), surgiu quando parte das terras que haviam sido recebidas pela Princesa Dona Francisca, irmã de Dom Pedro II, como dote de seu casamento com François Ferdinand Philippe d’ Orléans, 7º príncipe de Joinville, foram cedidas para a Colonizadora de Hamburgo.
* A importância da cabotagem para Santa Catarina * A cabotagem e a ocupação do litoral de Santa Catarina
Vista do Porto de Joinville nas margens do Rio Cachoeira Joinville foi oficialmente fundada em 9 de março de 1851, dia da chegada da barca Colon, vinda de Hamburgo (Alemanha), após três meses de travessia pelo Atlântico com o primeiro grupo de imigrantes alemães. Na década de A navegação se fazia por meio de chatas, lanchões e barcos de pequena cabotagem pela Baía da Babitonga, Lagoa de Saguassu, hoje Saguaçu, e o Rio Cachoeira, já
Imagem retrata o cais do Porto de Joinville. Em primeiro plano, o mercado público e, ao fundo, o moinho de trigo O Porto de Joinville manteve-se com grande atividade econômica até 1906, quando foi inaugurada a Ferrovia de Porto União a São Francisco do Sul, que deixava o município catarinense a menos de uma hora do Porto. A partir dessa data, a navegação fluvial foi perdendo as cargas para a ferrovia até se extinguir completamente nas décadas seguintes. Em 1931, o Departamento Nacional de Porto e Navegação realizou a dragagem do Rio Cachoeira e da Lagoa do Saguaçu até o afluente Bucarein, a
Estação ferroviária de Joinville em estilo alemão
O Porto de Joinville somente voltou a operar em 2009 com a inauguração da primeira hidrovia de Santa Catarina, que faz o trajeto aquaviário para passageiros, entre os municípios de Joinville e São Francisco do Sul, passando pelos tradicionais Rio Cachoeira, Lagoa do Saguaçu e Baía Babitonga. O Terminal Marítimo de Joinville localiza-se ao lado do Mercado Público local no antigo porto.
O projeto foi idealizado pela Secretaria de Desenvolvimento Regional de Joinville, com autorização do Departamento Estadual de Transportes e Terminais (Deter) e da Capitania dos Portos de São Francisco do Sul, e a operação foi autorizada pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM). O transporte é realizado pela empresa Jet Bus Transportes Marítimos e tem a extensão aproximada de
Jet Bus no Rio Cachoeira em Joinville No futuro, a hidrovia poderá também ser utilizada para o transporte de carga, principalmente por contêineres, uma vez que existe interesse de empresários na construção de terminais de transbordo junto a linha da ALL e da BR-280, para abastecer o futuro Porto de Itapoá, em construção na margem esquerda da Baia de Babitonga. Referências bibliográficas ‘Navios e Portos do Brasil’, de autoria de João Emílio Gerodetti e Carlos Cornejo, Solaris Edições Culturais, São Paulo – 2006. http://www.maisfmjoinville.com.br/
http://www.revistaportuaria.com.br/ |
* Sílvio dos Santos é gerente de Transportes Hidroviários e Marítimos da Secretaria de Infra-Estrutura de Santa Catarina e conselheiro suplente dos CAPs dos portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul. Consultor do Laboratório de Transportes da UFSC e mestre em engenharia pela UFSC. Foi engenheiro do Metrô-SP, Fepasa, Ferronorte e Figueiredo Ferraz. Foi professor de Planejamento de Transportes na Poli-USP e no IME. Na UniSantos, exerceu a função de professor de Portos e Navegação Fluvial. Na UFSC, foi professor de Ferrovias e Portos, rios e canais. Na Única-Florianópolis professor de Transportes e Seguros do Curso de Administração em Comércio Exterior. silvio@ecv.ufsc.br |





* Sílvio dos Santos é gerente de Transportes Hidroviários e Marítimos da Secretaria de Infra-Estrutura de Santa Catarina e conselheiro suplente dos CAPs dos portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul. Consultor do Laboratório de Transportes da UFSC e mestre em engenharia pela UFSC. Foi engenheiro do Metrô-SP, Fepasa, Ferronorte e Figueiredo Ferraz. Foi professor de Planejamento de Transportes na Poli-USP e no IME. Na UniSantos, exerceu a função de professor de Portos e Navegação Fluvial. Na UFSC, foi professor de Ferrovias e Portos, rios e canais. Na Única-Florianópolis professor de Transportes e Seguros do Curso de Administração em Comércio Exterior. 


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