Sistema Portuário em Santa Catarina
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Porto de Florianópolis
Texto de Sílvio dos Santos *
em 16 de Junho de 2009 -
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A ilha de Santa Catarina, com suas duas baías, sempre foi um abrigo natural para a navegação dos tempos coloniais. Disputada por portugueses e espanhóis, sua ocupação oficial ocorreu em 1673 pelo bandeirante Francisco Dias Velho, com a fundação do povoado conhecido como Vila de Nossa Senhora do Desterro.
* A importância da cabotagem para Santa Catarina * A influência da navegação de cabotagem na fundação de Itajaí e Blumenau
Atualmente, Florianópolis, em homenagem forçada ao Floriano Peixoto, é uma cidade voltada para a atividade terciária como comércio, governo, turismo, saúde e educação. O município conta com cinco universidades e não abriga mais um porto comercial. O relatório do Departamento Nacional de Portos e Navegação descrevia assim o Porto de Florianópolis nas primeiras décadas do século XX:
O Porto de Florianópolis fica localizado em frente a cidade e a ele se tem acesso através dos canais Norte e Sul, ligados pelo Estreito de Santa Catarina, o qual separa a ilha desse nome do continente. Em volta da baía Sul se localizou o comércio com seus trapiches, sendo aí que há muito tempo foram iniciados os melhoramentos do porto, em forma de cais que permitem a acostagem de embarcações de até dois metros de calado e que é conhecido com a denominação de Cais da Prainha. A preferência por outros portos do Estado, de interesse comercial muito maior relegou ao abandono as obras do porto da capital. É assim que, ainda hoje, a operação de descarga dos navios se faz em pequenos trapiches de madeira, mais ou menos bem construídos e pertencentes às companhias de navegação.
Trapiche da Empresa Nacional de Navegação Hoepcke - 1906 A Empresa Nacional de Navegação Hoepcke tinha o Porto de Florianópolis como sua base principal. Além dos trapiches e armazéns, o Porto também possuía um estaleiro denominado Arataca, para reparo e manutenção de sua frota de embarcações.
Estaleiro Arataca – Acervo: Velho Bruxo
Trapiches do Porto de Florianópolis na década de 1940
Instalações da Empresa de Navegação Hoepcke O Porto de Florianópolis era essencialmente importador de carga geral, ferramentas, máquinas, combustível e alimentos para o abastecimento da capital e das vilas próximas por meio da navegação pelas baías Norte e Sul. O carvão era desembarcado na Ilha do Carvão e o combustível na Ponta do Coral, parte insular, e na Ponta do Leal, parte continental. A exportação era basicamente farinha de mandioca, banana e madeira, esta última embarcada no cais do Estreito do continente, onde hoje é um porto pesqueiro da Pioneira da Costa.
As instalações portuárias do Estreito situadas ao lado direito da Ponte Hercílio Luz A última tentativa de construção de um porto comercial em Florianópolis foi feita na década de 1950 pelo Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis (DNPN). O projeto previa a construção das instalações portuárias na enseada da Praia da Armação, do lado continental, hoje município de Governador Celso Ramos. Entretanto, o desenvolvimento dos cruzeiros de turismo no Brasil fez renascer o desejo de a capital catarinense ter um porto, agora para passageiros. Atualmente, os transatlânticos que fazem escala na Ilha de Santa Catarina ficam fundeados ao largo da Praia de Canasvieiras. O desembarque dos passageiros é feito pelos tenders do próprio navio até o trapiche na referida praia.
Estudo do Porto de Florianópolis na Baía Norte do lado continental O projeto do Porto Turístico Internacional de Santa Catarina em Florianópolis, de acordo com reportagem de PortoGente, prevê a construção das instalações portuárias e do terminal de passageiros na Baía Norte na cidade de São José, antiga povoa de São José da Terra Firme por se localizar no continente.
Projeto do Porto Turístico Internacional de Santa Catarina
Florianópolis em dois momentos: colonial e atual Referências bibliográficas ‘Navios e Portos do Brasil’, de autoria de João Emílio Gerodetti e Carlos Cornejo, Solaris Edições Culturais, São Paulo – 2006. Carl Hoepcke - A marca de um pioneiro – Editora Insular – Florianópolis – 1999 Rios e canais – Colombo Machado Salles – 1993 – Editora Elbert – Florianópolis - SC “Porto Turístico de SC não precisa da Copa do Mundo para sair”. Disponível em www.portogente.com.br/texto.php?cod=22899. |
* Sílvio dos Santos é gerente de Transportes Hidroviários e Marítimos da Secretaria de Infra-Estrutura de Santa Catarina e conselheiro suplente dos CAPs dos portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul. Consultor do Laboratório de Transportes da UFSC e mestre em engenharia pela UFSC. Foi engenheiro do Metrô-SP, Fepasa, Ferronorte e Figueiredo Ferraz. Foi professor de Planejamento de Transportes na Poli-USP e no IME. Na UniSantos, exerceu a função de professor de Portos e Navegação Fluvial. Na UFSC, foi professor de Ferrovias e Portos, rios e canais. Na Única-Florianópolis professor de Transportes e Seguros do Curso de Administração em Comércio Exterior. silvio@ecv.ufsc.br |
Fonte: Porto Gente - O Universo Portuário
(http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=23173)
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* Sílvio dos Santos é gerente de Transportes Hidroviários e Marítimos da Secretaria de Infra-Estrutura de Santa Catarina e conselheiro suplente dos CAPs dos portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul. Consultor do Laboratório de Transportes da UFSC e mestre em engenharia pela UFSC. Foi engenheiro do Metrô-SP, Fepasa, Ferronorte e Figueiredo Ferraz. Foi professor de Planejamento de Transportes na Poli-USP e no IME. Na UniSantos, exerceu a função de professor de Portos e Navegação Fluvial. Na UFSC, foi professor de Ferrovias e Portos, rios e canais. Na Única-Florianópolis professor de Transportes e Seguros do Curso de Administração em Comércio Exterior. 
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