Biodiversidade Marinha.


 

Portal reúne informações sobre biodiversidade marinha de Santa Catarina





Maior produtor nacional de pescado, Santa Catarina tem o mar como elemento central de sua história, cultura e economia. O Estado é também pioneiro nos estudos sobre a biodiversidade marinha, com pesquisas realizadas desde o século XIX pelo naturalista Fritz Müller. Além disso, Santa Catarina representa o limite sul de distribuição da fauna e flora marinha tropical do Oceano Atlântico e seu litoral pode se tornar um “termômetro” dos impactos e mudanças climáticas.

Levando em conta estas questões, uma equipe de professores e estudantes da UFSC desenvolve o projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina. A iniciativa tem apoio da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e recursos da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc).  O trabalho integra a Rede SISBIOTA-Mar (Rede Nacional de Pesquisa em Biodiversidade Marinha), direcionada a ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira

Sintetizar o conhecimento sobre a biodiversidade marinha de Santa Catarina e obter novos dados estão entre os objetivos do projeto da UFSC. Dados preliminares sobre espécies de esponjas e cnidários estão disponibilizados no  Portal da Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina (www.biodiversidade.ufsc.br).

De acordo com o coordenador do projeto, o professor do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, Alberto Lindner, no período de 2010-2011 o trabalho será focado nos animais marinhos mais simples, dos filos Porífera (esponjas) e Cnidária (corais, anêmonas e águas-vivas).

Na primeira versão do portal estão disponíveis as listas de espécies de esponjas e cnidários do Estado de Santa Catarina, compiladas com o apoio de alunos de graduação da UFSC e dos doutorandos João Luís Carraro, da UFRGS, e Sérgio Stampar, da USP. Para as esponjas já estão também disponibilizadas fichas de identificação, com descrição morfológica, espécies similares, distribuição, registro em Santa Catarina, taxonomia e referências bibliográficas.
Lindner explica que integram o portal somente informações  presentes na bibliografia científica.  “Não basta uma pessoa nos dizer que viu uma esponja em determinado local”, explica. Segundo ele, novos relatos sobre organismos marinhos são valiosíssimos, mas para integrar o portal o desafio da equipe é compilar literatura primária confiável, organizando as informações na internet para que possam ser acessadas de maneira simples por outros pesquisadores e também pelo público em geral.

“As listas estão entre os mais importantes componentes do portal e esperamos colaborar para um salto na acessibilidade a estes dados”, destaca o professor. Algumas fichas já disponibilizadas para esponjas fazem link com o Ocean Biogeographic Information System (OBIS), que indica a distribuição da espécie no mundo.
Tropicalização da fauna e flora marinha

O portal colorido com imagens de esponjas, medusas, corais e peixes alerta para a importância do conhecimento e monitoramento da fauna e flora marinha de Santa Catarina. Logo na página de abertura a equipe destaca que modelos climáticos projetam um acréscimo entre 2°C e 7°C na temperatura dos oceanos até 2100. Como no Brasil o litoral do estado de Santa Catarina representa o limite sul de distribuição da fauna e flora marinha tropical do Oceano Atlântico, pode ser uma das primeiras áreas no Atlântico onde os potenciais impactos do aquecimento global poderão ser detectados em organismos marinhos.

“Uma possível consequência que poderá ser observada nas próximas décadas em Santa Catarina é uma maior tropicalização da fauna e flora marinha do sul do Brasil, o que faz de Santa Catarina um laboratório natural
para se monitorar e descrever respostas ecológicas aos impactos antrópicos”, ressalta a equipe.
Independentemente das projeções para os próximos 100 anos, complementa o grupo formado por professores, estudantes de graduação e pós-graduação, é fundamental descrever em detalhe a biodiversidade de organismos marinhos recifais em Santa Catarina, o que pode proporcionar condições mínimas para previsões e modelos estruturados de cenários futuros. “O levantamento taxonômico e o monitoramento da costa é muito importante e se tornou um assunto de interesse da comunidade científica internacional”, destaca o professor.

O projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina apoia também uma dissertação de mestrado que investiga a biodiversidade e a distribuição de corais na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, em Santa Catarina.
O Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade (Sisbiota-Brasil) é uma iniciativa conjunta entre os ministérios da Ciência e Tecnologia, da Educação e do Meio Ambiente, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de 18 fundações de amparo à pesquisa estaduais. Na UFSC é coordenado pelo professor Sérgio R. Floeter, também do Departamento de Ecologia e Zoologia, e integra pesquisadores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco e Ceará.

Mais informações www.biodiversidade.ufsc.br / Alberto Lindner / (48) 3721-9460 /

Por Arley reis / Jornalista da Agecom

Leia também:

Equipes monitoram presença de águas-vivas no litoral e orientam sobre acidentes

Observações do projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, indicam que a espécie de água-viva que pode ter causado a maior parte dos acidentes nesse verão é Olindias sambaquiensis, descrita pelo naturalista Fritz Müller em Santa Catarina. A equipe observou e fotografou a espécie no litoral de Florianópolis e vai monitorar sua presença no Estado também no inverno.

Números disponibilizados pelo Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina (CIT), que funciona junto ao Hospital Universitário da UFSC, mostram que no final de 2010 foram registradas 48 intoxicações por celenterados (águas-vivas, caravelas e larvas) no final de 2010. No início de 2011 já foram 32 casos registrados no CIT/SC.

O Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina mantém um serviço de plantão permanente durante 24 horas. O contato deve ser feito pelo telefone 0800-643-5252. Além de registrar as ocorrências, a equipe alerta para o que fazer no caso de queimaduras por águas-vivas e caravelas:

Orientações do Centro de Informações Toxicológicas:

- Antes de entrar no mar é fundamental observar na areia da praia se existem águas-vivas mortas. Caso isto ocorra deve-se tomar mais cuidado pois provavelmente existem outras vivas no mar. É importante ter bastante atenção para não encostar em alguma.

- Como neste período do ano, quando a água é mais quente existem muitas águas vivas as pessoas deveriam levar na bolsa de praia um frasco de vinagre para o caso de um acidente

- Quando houver queimadura com água viva, não se deve colocar água doce no local, visto que os nematocistos rompem por osmose e liberam mais “veneno”, aumentando a reação local.

- Se houver tentáculos aderidos a pele, estes podem ser retirados com uma pinça ou por “raspagem” com a borda não cortante de uma faca por exemplo.

- A melhor medida a ser tomada é colocar vinagre no local. O vinagre deve permanecer em contato com a pele de 15 a 30 minutos. O ideal é “esguichar” um pouco diretamente na pele e após isso embeber um pano, por exemplo uma fralda, com vinagre e mantê-la em contato com todo o local “queimado” por 15 a 30 minutos.

- Nos casos de dor leve a moderada, pode ser utilizado um analgésico comum do tipo paracetamol ou dipirona. Se a dor for intensa ou houver outros sintomas como vômitos, é importante encaminhar o acidentado a uma unidade de saúde para ser realizado uma analgesia mais potente.

- Felizmente as águas vivas do nosso litoral não são tão tóxicas como as “australianas”. Lá as águas vivas são os animais que mais matam. Existem espécies tão tóxicas que podem causar a morte em poucos minutos.

Fonte:
UFSC



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Sejam bem-vindos ao MULTIMAR, uma referência no conhecimento das atividades marítimas no Estado de Santa Catarina.


O litoral catarinense possui uma extensão aproximada de 530 Km, proporcionando variadas atividades econômicas ligadas ao mar...
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Carteira de Arrais-Amador - Prepare-se para a prova.
Mais detalhes aqui.
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VI Ciclo de Debates sobre Segurança da Navegação (UFSC)



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NOVOS INVESTIMENTOS EM SANTA CATARINA


ESTALEIRO YACHT BRASIL (ITAJAÍ)

O projeto prevê a construção da maior estrutura náutica coberta do gênero no país em uma área total de 200.000 m2, que além de sediar a fábrica, oferecerá completa gama de produtos e serviços de apoio e de lazer. Com todas as etapas da nova fábrica em funcionamento, a previsão é produzir anualmente cerca de 100 iates de luxo para atender o público brasileiro.

PROJETO QUINTA DOS GANCHOS (GOVERNADOR CELSO RAMOS)

Porto desportivo e marina (canais com atracadouros para barcos) com aproximadamente  1.000 atraques para embarcações de até 150 pés.

PORTO DE ITAPOÁ (ITAPOÁ)
Porto em fase de construção (TECON SC), terá o maior calado da região sul, podendo receber navios com capacidade de até 10 mil TEU e movimentará 300 mil contêineres/ano. Envie seu currículo aqui.

MARINA PENHA - BETO CARRERO (PENHA)
O empreendimento prevê a construção de marina com 418 vagas secas e 309 vagas molhadas, além de 58 vagas para jet ski e lojas náuticas com venda de motores e peças.

PIER DE PORTO BELO (PORTO BELO)
O Pier, com 45 metros de largura, avançará 180 metros no mar e terá capacidade para receber até 12 tênderes simultaneamente.
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Recados Importantes da C
apitania dos Portos de SC:
                                                                        
PREVISÃO DE MAU TEMPO -
   ver aqui.

AVISO AOS NAVEGANTES - ver aqui.

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CÓDIGO INTERNACIONAL DE SINAIS - CIS


 MOVIMENTAÇÃO DE EMBARCAÇÕES NO MAR DE SANTA CATARINA
Acompanhe on-line a posição e movimentação de navios de carga, navios de passageiros, plataformas e outras embarcações na área marítima de Santa Catarina - ver aqui.



     METEOROLOGIA
Veja as condições meteorológicas
          antes de navegar.












Medidas de Mar e Vento


        MARÉS
    Previsão de Marés.

O que é MARÉ e Corrente de Maré.

Nascer e Pôr
do Sol e Lua
 
       Referência Porto de Itajaí



  Situação das ONDAS
                WAVES

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Navios de Cruzeiros em Santa Catarina


Veja as escalas da Temporada
2012.

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Educação e Meio Ambiente



O IAMB contribui para a educação e segurança nas diversas áreas da atividade náutica em Santa Catarina.


Importantes exemplos de Educação Ambiental Marinha e Costeira.



Portal da UFSC reúne informações sobre biodiversidade marinha de Santa Catarina




Instituto Kat Schürmann
Contribuindo para a manutenção da qualidade dos ambientes marinho e costeiro e para o fortalecimento da sustentabilidade sócio-ambiental das comunidades litorâneas brasileiras.

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  ÁREA MARÍTIMA
  Como é o nosso MAR?

  
  
Espaços Marítimos
   
  
   
A Amazônia Azul

 
   Explorando além da
      Amazônia Azul

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   DOCUMENTÁRIOS


O especial do programa Santa Catarina em Cena, A Última Missão conta fatos marcantes da Segunda Guerra Mundial que são desconhecidos de muitos catarinenses.  Um desses foi o afundamento do submarino alemão U-513, na costa de Santa Catarina.

Veja o primeiro episódio exibido no dia 03 de outubro.

Veja o último episódio exibido no dia 10 de outubro.

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Na série Santa Catarina em Cena - Terra de Faróis são registrados os faróis da Ilha da Paz, de Santa Marta e do Arvoredo, além da construção dos faróis de Anhatomirim e de Naufragados.
(veja mais...)
Assista aos episódios do especial Santa Catariana em Cena:

Primeiro episódio exibido em 12/09/2009.
Último episódio exibido em 19/09/2009.


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Divulgação / Alcides Dutra

A série do Santa Catarina em Cena - Mar e Vida mostra como é a vida dos animais marinhos nas águas dos mares catarinenses. Assista aos episódios:

Mar de Vida - O sexo dos peixes
Mar de Vida - Demersais - Os Peixes do Fundo
Mar de Vida - O Tesouro do Mar Catarinense

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Especial HOMENS AO MAR - PESCA DA SARDINHA
                    
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Aqui o navegante encontra dicas para navegar nas águas de Santa Catarina, informado por quem conhece a região ou pelo navegante que observa alguma situação considerada de risco à navegação, ou ainda que possa causar poluição no mar e rios, além das situações que possam comprometer a segurança da vida humana no mar:

Ilha de Santa Catarina

Se você tem conhecimento de alguma informação que possa contribuir com a segurança da navegação em Santa Catarina, clique aqui.

OBS.: estes dados são apenas dicas dos navegantes para auxílio e alerta a quem não esteja familiarizado em navegar na região. Somente a Marinha do Brasil é detentora dos dados oficiais sobre navegação em todo o território nacional. As cartas náuticas e as diversas publicação emitidas pela Diretoria de Hidrografia e Navegação deverão também ser consultadas.






 







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